Para Augusto dos anjos

Para Augusto dos Anjos


A primeira vez que morri
Adolescente que era, não me recordo
A primeira vez que me mataram
Sofri, dancei e depois sorri

A segunda vez que morri
Não me lembro pois estava dormindo
A segunda vez que me mataram
Foi em um sequestro e o resgate ainda espero alguém pedir

Mas depois da terceira vez que morri
E da terceira vez que me mataram
Eu já era experiente, não perdi nada além da vida

E por isso tudo que admiro as hienas
Elas matam, elas roubam, elas riem e te devoram vivo
Mas te poupam do primeiro verme.

                         Wilson Borges








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